sábado, 7 de maio de 2016

Ishtar

Ishtar:




10 de fevereiro era a data da celebração Mesopotâmia de Ishtar. Rainha das Estrelas. Essa Grande Deusa, mitologicamente, é oriunda dos mitos de Anahita, Anatu, Anunit, Gumshea, Irnini, Ishara e Inanna. Era invocada nos julgamentos e decisões. Rege a Lua e Vênus (planetas fortemente associados ao feminino) (Sei que Lua é satélite e não planeta, me refiro ao conceito esotérico de planeta) como guerreira destemida, a estrela da manhã. Como sedutora, na forma da estrela vespertina. Em Marrocos se comemorava nesse dia, Aisha Qandisha, que se assemelha muito a Ishtar.



Vênus é um astro que aparece ao amanhecer trazendo a luz do sol e ao anoitecer trazendo a luz da lua. Ishtar também é Vênus, como dito acima. Ela acompanhava Sinn, Deus da Lua, seu consorte.



Percorria o céu todas as noites em uma carruagem puxada por leões ou bodes.


As constelações zodiacais eram conhecidas pelos árabes como Casas-da-Lua. O zodíaco, forma um círculo ao entorno da Terra. Esse círculo era conhecido como cinto, Cinto-de-Ishtar ou Cinturão-de-Ishtar. Vemos agora um novo aspecto dessa Deusa grandiosa, Ela não era apenas associada à Lua, à Vênus, mas também, todo o zodíaco, lhe pertence. O zodíaco, os 12 signos e/ou constelações são apenas o cinto de Ishtar. Nota-se a Grandeza dessa Deusa.



Ishtar é também a Deusa do tempo. Pois, o caminho do sol e da lua pelo zodíaco, era e é usado para marcar o tempo. Nesse quesito tempo, temos a questão da agricultura. O momento certo de plantar e colher. Assim, Ela também é uma Deusa da Terra e da Agricultura, assim como Deméter.



O nome do consorte de Ishtar, Sinn, nos lembra o nome do monte Sinai, que significa “Montanha-da-Lua”. A primeira menção histórica documental do povo hebreu se dá quando eles foram escravos do império babilônico. Diz-se que nesse monte, Moisés recebeu as Tábuas da Lei. O curioso é que o Deus Sinn, é um Deus legislador.


Ishtar também é a Rainha-do-submundo, ou mundo dos mortos. Essa face e atributo, lhe concediam títulos como Destruidora-da-vida, Deusa-dos-terrores-da-noite, Mãe Terrível, Deusa das tempestades e da guerra. Como ela regia o tempo. Na estação em que não dava para plantar, Ela era vista assim, temida, pois matava e secava a plantação, todo ano.



Outro atributo Dela é como provedora de sonhos e presságios.


Ela carrega todos os atributos do poder feminino. Atributos de gerar e destruir. Lembrando que Deusas e Deuses ligados de alguma forma com Vênus, possuem muitos atributos peculiares. Sim, há Deuses (masculinos) associados ao planeta Vênus. Temos como exemplo, Lúcifer, Eosphorus, Vesperus.


Temos em Vênus a Deusa grega Afrodite. O mito de Afrodite como nascida do mar, deriva de seu primeiro e principal templo que ficava na costa oeste do Chipre. A ilha de Chipre fica no Mediterrâneo, caminho de acesso dos povos mesopotâmios para a Europa. Lanço uma tese e suposição de que Afrodite deriva da Deusa Ishtar. Nesse atributo, Vênus é conhecida como A Senhora de Paphos. Paphos era o nome da costa oeste da ilha de Chipre.


Vênus romana se associa sincreticamente com Afrodite. Afrodite tem muitos aspectos e é conhecida como a Deusa estrangeira, vinda do Mar. Daí seu mito de Ela ter nascido no Mar. Mas reforço minha tese, de que esse mito é referente à vinda de Ishtar para a Europa.


Como Afrodite temos, Afrodite Urânia, ela é deusa do amor puro e ideal; como Afrodite Genetrix, é deusa do amor entre pessoas casadas; e como Afrodite Porne, é a deusa da prostituição. Havia também uma Afrodite de Chipre, barbada, chamada de Aphroditos, que englobava características masculinas e femininas em uma única imagem.


Os assírios foram os primeiros a introduzir o culto a Vênus; a eles se seguiram os adoradores de Páfia, no Chipre, os fenícios e os habitantes de Citera, que (segundo Egeu) foram seguidos pelos atenienses.


Entre os lacedemônios, Vênus Armatha (Armata significa “abastecida com armas”.


Em Delfos, Vênus Epitybia (Afrodite Epitymbia (Afrodite da Tumba), equivalente a Vênus Libitina (libitinarii: coveiros), uma deusa dos mortos.


Ela também era adorada pelos coanos; e, em Amathus, uma ilha do Mar Egeu e, em Mênfis, uma cidade do Egito; em Gnido (A mais famosa estátua de Afrodite no mundo antigo ficava em um templo em Gnidus (Cnido). Era uma obra de Praxíteles, sendo depois imitada nas moedas da cidade e muito copiada. Há uma reprodução no Vaticano.


Era cultuada na Sicília, e no Bosque de Idálio, além da cidade de Hipepa, e em Erice uma montanha da Sicília; também na Caledônia, Cirene e Samos; e não há registro (segundo o testemunho de Aristóteles) de nenhum culto dos antigos deuses com cerimônias grandiosas em mais lugares.


Esse atributo vida/morte, geração/destruição é encontrado no número 119. 119 é o resultado da multiplicação de 7 vezes 17. O número 7 é um número sagrado da Deusa, especialmente na forma de Donzela do Amor. O número 7 é o número de Vênus na natureza. E de acordo com os Romanos, o número 17 representa morte e azar. Assim temos uma combinação de vida e morte no número 119. O número 119 tem outros significados. Astrologicamente o grau 119 do Zodíaco é o grau 28 do signo de Câncer. A lua roda o Zodíaco de Câncer à Câncer em 28 dias. Isso corrobora o poder da Lua e sua Feminilidade. Esse grau é a queda de Marte, o Destruidor. O Grau 29 de Câncer é o grau crítico que partilha a energia de Leão (Sol) e Câncer (Lua). A união do Sol e da Lua também representa O Divino Casamento ou A Sagrada União.


Vale ressaltar novamente que embora extremamente feminino seja o astro Vênus, vemos nele um caráter andrógeno também. Lembrando que o Deus romano, Lúcifer, é um Deus masculino, fortemente associado ao planeta Vênus, um planeta grandemente ligado ao feminino.



Voltando a Ishtar, Ela é ao mesmo tempo filha, irmã e esposa do Deus Lua (Sinn ou Tamuz).


Ishtar era chamada Urikittu ou a Verde, a produtora de toda a vegetação. Seu símbolo era uma árvore convencional, chamada Asera, que era venerada como se fosse a própria deusa.


Ishtar foi conhecida ainda como Grande Deusa Har, Mãe das Prostitutas. Sua alta sacerdotisa, Harina, era considerada a soberana espiritual "da cidade de Isthar". Antigo entalhe em uma parede de mármore retrata Isthar sentada à beira de uma janela. Nessa típica pose da prostituta, ela é conhecida como "Kilili Mushriti", ou "Kilili que se inclina para fora." Diz ela: "Uma compassiva prostituta eu sou".


É associada e sincretizada com a Deusa Suméria Inanna, com Astarte caanita, Astar na Arábia, Estar na Abissínia, Stargatis na Síria.


As sacerdotisas de Ishtar praticavam a prostituição sagrada como sacerdócio. Eram conhecidas como Ishtaritu.


Nas celebrações de lua cheia dedicada ao seu culto (chamadas Shapattu) as mulheres da Babilônia, Suméria, Anatólia, Mesopotâmia e Levante levavam oferendas de velas, flores, perfumes, mel e vinho para seus templos, cantavam-lhe hinos, dançavam em sua homenagem e invocavam suas bênçãos para suas vidas, suas famílias e sua comunidade.


Na juventude, Ishtar amava Tamuz, o Deus da Colheita. Dizia-se que esse amor causara-lhe a morte. Triste, a Deusa teria descido ao mundo dos espíritos na esperança de salvar o amado. Em cada um dos portões que passava, deixava uma peça da sua vestimenta. Quando chegou ao mundo dos espíritos, foi aprisionada por Ereshkigal. Durante esse tempo em que ficou presa, nenhuma criatura na face da terra deu à luz. Isso causou uma desolação no céu e na terra.


O pai de Ishtar, Sinn, o Deus Lua, pediu então ajuda à Ea, Guardião da Sabedoria e encarregado de velar pelo Destino, para salvá-la. Ea prepara um encantamento que a Rainha do mundo dos espíritos se vê forçada a libertar Ishtar. A deusa presa é aspergida com a água da vida e tendo recolhido suas roupas em cada um dos portões, retornou para a liberdade.


O mais importante festival em honra a Ishtar consistia na Celebração do Equinócio da Primavera. Daí sua ligação com a Deusa Eostre.


Ishtar era relacionada com nascentes e com o orvalho. O orvalho é símbolo de fertilidade, e na Idade Média um banho de orvalho era frequentemente prescrito como feitiço de amor. Mas, esta deusa, também ficou conhecida como Rainha-da-poeira, Soberana-do-campo, Brilho-prateado, Produtora de sementes e Grávida.


As suas representações a mostram como a mãe que segura os seios fartos, a virgem guerreira, a insinuante sedutora, a sábia conselheira, a juíza imparcial.


Ishtar tem um papel proeminente na Epopéia de Gilgamesh. Depois de Gilgamesh e seu amigo Enkidu terem matado o demônio Humbaba, Ishtar aparece a Gilgamesh e lhe pede para ser seu marido.


Gilgamesh rejeita oferta de Ishtar, alegando que ela maltrata os seus ex-amantes e perguntando por que com ele seria diferente.


Em fúria, Ishtar pede para seu pai Anu, Deus do céu, para liberar o Touro do Céu para que ele pudesse atacar Gilgamesh e vinga-la.


Anu hesita, mas quando Ishtar ameaça para levantar todos os mortos do submundo, ele atende o seu pedido. O Touro é solto, e depois de uma batalha feroz, Gilgamesh e Enkidu conseguem matá-lo.


Ishtar fica em frente as paredes da cidade lamentando, o que leva Enkidu a jogar a perna do touro para ela, ameaçando fazer o mesmo com ela se ela se aproximar mais.


Isso é demais para os deuses, que já estavam com raiva de Gilgamesh e Enkidu pela morte de Humbaba. Eles decidem que Enkidu deve morrer, e Gilgamesh com a perda do amigo aprende o que significa rejeitar os avanços de Ishtar.


A hostilidade de Enkidu para com Ishtar tem outra raiz. No começo do Épico, Enkidu, que é originalmente um homem selvagem, é "civilizado" por uma Hieródula do Templo (prostituta sagrada).


O Nome Ishtar significa "estrela", e ela também era conhecida como Istar, Estar, Ishara, Ishhara, Astar, Atar, Attar, Athar, Athtar, Irnini, Absusu (em seu papel como uma deusa da fertilidade), Abtagigi ("Ela Quem envia Mensagens do Desejo"), Dilbah (como Vênus a estrela da manhã), Hanata (como divindade guerreira), Kilili (como símbolo da mulher independente), Nanab ("A Rainha"), Nin Si Anna (" Senhora dos olhos do Céu"), Sharrat Shame ("Rainha do Céu"), Ulsiga (um título de reverência que significa "Ishtar do Céu e da Terra"), Zanaru ("Senhora da Terra"), e Zib (como Vênus-noite estrela).


Seus epítetos incluem Rainha da Beleza, Amada de Enki, Doadora de Força, Luz Brilhante das noites, Filha da Lua, Perdoadora de pecados, Senhora de todos os Decretos, Doadora da Justiça e das Leis, Deusa das Deusas, Deusa dos Suspiros, Grande Deusa do Amor e da Guerra, Grande Hieródula, Grande Amante, Grande Mãe, Grande Hieródula da Babilônia, Soberana dos Céus, Ishtar de Arbela, Ishtar da Babilônia, Ishtar Senhora de Nínive, Senhora de Ur, Senhora da Batalha, Senhora do Parto, Senhora do Céu, A Senhora das Águas, A senhora do Palácio, a Senhora da paixão e do desejo, Senhora das Dores, Senhora da Vitória, Legisladora , líder dos exércitos, Luz do Mundo, Leoa dos Igigi, Senhora dos Deuses, Mãe da mama frutífera, Abridora do Ventre, Protetora dos fracos, a Rainha do ataque e mão de luta, Rainha do Céu, Rainha do Céu e da Terra, Rainha do Sol nascente, Juíza justa, Soberana do Céu, Dona do mundo, Ela que segura as coroas da Realeza, e Estrela do Céu.


Ishtar e Lilith:




Ishtar talvez tenha uma relação com a Deusa Suméria demonesa Lilith.


A imagem de Lilith, sob o nome Lilitu, apareceu primeiramente representando uma categoria de demônios ou espíritos de ventos e tormentas na Suméria por volta de 3000 A.C. Muitos estudiosos atribuem a origem do nome fonético Lilith por volta de 700 A.C.


Na Suméria e na Babilônia ela ao mesmo tempo que era cultuada era identificada com os demônios e espíritos malignos. Seu símbolo era a lua, pois assim como a lua ela seria uma deusa de fases boas e ruins.


Ela é também associada a um demônio feminino da noite que originou na antiga Mesopotâmia. Era associada ao vento e, pensava-se, por isso, que ela era portadora de mal-estares, doenças e mesmo da morte. Porém algumas vezes ela se utilizaria da água como uma espécie de portal para o seu mundo. Também nas escrituras hebraicas (Talmud e Midrash) ela é referida como uma espécie de demônio.


A imagem mais conhecida que temos dela é a imagem que nos foi dada pela cultura hebraica, uma vez que esse povo foi aprisionado e reduzido à servidão na Babilônia, onde Lilith era cultuada, é bem provável que vissem Lilith como um símbolo de algo negativo. Vemos assim a transformação de Lilith no modelo hebraico de demônio. Assim surgiu as lendas vampíricas: Lilith tinha 100 filhos por dia, súcubos quando mulheres e íncubos quando homens, ou simplesmente lilims. Eles se alimentavam da energia desprendida no ato sexual e de sangue humano. Também podiam manipular os sonhos humanos, seriam os geradores das poluções noturnas.


Lilith surgiu do intento de compreender a diferença entre os mitos da criação de Gênesis, já que em suas primeiras histórias em Gênesis 1, homem e mulher são criados iguais e conjuntamente, enquanto na segunda história, em Gênesis 3, a mulher é criada depois do homem e a partir de seu corpo. Segundo os mitos, Lilith era a primeira esposa. No entanto, a figura escolhida para desempenhar esse papel na lenda judia era originariamente suméria, a resplandecente "Rainha do Céu", cujo nome "Lil" significava "ar" ou "tormenta". As vezes se tratava de uma presença ambígua, amante dos "lugares selvagens e desabitados", associada também com o aspecto obscuro da Deusa Inanna e com sua irmã Ereshkigal, Rainha do Mundo Subterrâneo". Aparece pela primeira vez no poema sobre Inanna, quando o herói Gilgamesh tala a árvore de Inanna:


"Gilgamesh golpeou a serpente que não podia ser encantada.
O pássaro Anzu voou com suas crias às montanhas;
e Lilith aniquilou seu lar e retirou-se aos lugares selvagens e desabitados."


"Lil" também era a palavra sumero-acádia que designava a "tormenta de pó" ou "nuvem de pó", um termo que também se aplicava aos fantasmas, cuja forma era uma nuvem de pó e cujo o alimento era supostamente o pó da terra. Na língua semítica "liliatu" era então "a criada de um fantasma", porém prontamente se fundiu com a palavra "layil", "noite", e se converteu em uma palavra que se designava a um demônio noturno.


A "lílít" do texto hebraico se traduz na versão grega de Septuaginta e por Lamia na Vulgata latina de São Jerônimo. As "lamiae" são muito conhecidas nas tradições gregas e latinas, como monstros voadores noturnos, que sempre aparecem sob o aspecto de pássaros. A maioria dos autores, afirma que as lamias são monstros femininos que devoram homens e crianças. Portanto, as lamias e Lilith têm muitos pontos em comum e foram convertidas em "vampiras".


No mito hebreu, Lilith, portanto, acumulou sem descanso todas as associações à noite e à morte. É possível que a imagem hebreia de Lilith se baseasse nas imagens de Inanna-Isthar como Deusa das grandes alturas e de grandes profundidades, porém, compreensivelmente rebaixada ao ser percebida desde o ponto de vista de um povo deportado à BABILÔNIA.


Só há uma referência à Lilith, como coruja, no Antigo Testamento. É encontrada no meio de uma profecia de Isaías. No dia da vingança de Yahvé, quando a terra se envolverá num deserto, "e um sátiro chamará o outro; também ali repousará Lilith e nele encontrará descanso."


Inanna e Isthar eram chamadas de "Divina Senhora Coruja" (Nin-nnina Kilili). Isso pode explicar de onde provêm Lilith e porque era representada como uma coruja.


Ishtar/Astarte e o demônio Astaroth:




Agora temos outro ponto. Enquanto possa haver uma relação de Ishtar com Lilith, também como se associa Ishtar com Astarte, Ishtar/Astarte estariam relacionadas como o demônio Astaroth.


Lemos nos textos clássicos e luciferianos da Goetia, isso sobre Astaroth:


O vigésimo nono espírito é Astaroth. Ele é um duque poderosíssimo, e aparece na forma de um anjo medonho, montado sobre a besta-dragão do inferno, com uma víbora na mão direita. É sábio não se aproximar muito dele a fim de evitar o fedor deletério que ele exala. O magista deve apontar-lhe com o anel ao que estará protegido. Conhece todos os segredos da Criação e responde questões sobre o passado, presente e futuro. Declarará prontamente a queda dos espíritos, se desejado, e a razão dela. Pode fazer os homens sábios em todas as ciências liberais. Reina sobre 40 legiões de espíritos. Astaroth aparece como um anjo doloroso de se ver que monta um dragão infernal. Ele é da cor de um fantasma pálido semelhante a cadáver com os olhos enegrecidos - sem pupilas. Astaroth tem cabelos longos, e aparece com uma coroa na cabeça e uma víbora em sua mão esquerda (ou direita) com garras e de aspecto bestial. Astaroth é um grande anjo luciferiano, um espírito guardião muito poderoso para convocar. Astaroth possui uma natureza única e equilibrada - sendo uma mistura de anjo e demônio, portanto, é um modelo de força iniciática para o trabalho com Servos Angélicos e Bestiais - que na união do espírito demonstram uma boa articulação e uma representação equilibrada de si mesmo. Astaroth governa 40 legiões de espíritos, e vela com suas sombras sobre o Sagrado Anjo Guardião como Familiar ou iniciador no caminho. Astaroth é conhecido como iniciador no Caminho Luciferiano da auto deificação.


Já no Grimório do Papa Honório, lemos isso sobre Astaroth:


ASTAROTH (demônio da sorte) - Indica os meios de fazer-se rico; ensina o grande segredo para ganhar na loteria e em todos os jogos de azar; revela o modo de fazer fortuna, triunfar nos negócios.


Oferendas:



Não sabemos muito bem as oferendas que eram ofertadas aos Deuses antigos. Mas podemos pesquisar os hábitos alimentares daqueles povos e assim tentar agradar a divindade com uma oferenda adequada.


Primeiramente, tudo (plantas, animais...) relacionado ao planeta Vênus poderia ser ofertado a Ishtar, assim como os locais para se deixar as oferendas:


Dentre os lugares regidos por vênus encontramos as fontes agradáveis, os prados verdes, jardins em flor, leitos adornados, bordéis, o mar, a praia, os banhos públicos, lugares de bailes e todos os lugares que pertencem às mulheres.

As coisas venéreas são dos elementos Ar e Água; entre os humores, muco, sangue, espírito e semente; entre os gostos, aqueles que são doces, untuosos e deleitáveis.

Dentre os metais, a prata e o bronze, tanto amarelo quanto vermelho. Entre as pedras, berílio, crisólita, esmeralda, safira, jaspe verde, cornalina, as pedras aetitas, a lápis-lazúli, coral e todas de coloração clara, brancas ou verdes.

Encontramos entre as plantas venéreas a verbena, violeta, cabelo-de-vênus (um tipo de samambaia), valeriana, o tomilho, esteva, almíscar, sândalo, coentro, grama, todos os perfumes doces, e deliciosas e doces frutas, como peras, figos e a romã, que segundo os poetas foi semeada pela primeira vez por Vênus, no Chipre. Também a rosa de Lúcifer era a ela dedicada, bem como a murta de Véspero. Tudo o que dá flores é de vênus.

Dentre os animais os cães, coelhos, ovelhas, cabras, bodes, o touro, o bezerro, o cisne, o caminheiro, a andorinha, o pelicano, o burgander, o corvo, a pomba, o pardal, a águia. Entre os peixes e seres do mar, as sardinhas, Chrysophrys, a pescada, o caranguejo, o titímalo (Euphorbia polygonifolia). E isso aqui de origem animal: Âmbar-gris, literalmente ―âmbar cinza; o vômito do cachalote, usado na fabricação de perfume porque seu cheiro, embora desagradável, é extremamente poderoso. Era encontrado flutuando na superfície do mar.


Os hábitos alimentares babilônicos:



Trata-se apenas de cozinha à base d'água. A exposição direta ao fogo, para assar ou grelhar, era comum, na Mesopotâmia antiga como em toda parte, e de prática imemorial. Mas o recurso a um meio líquido de cozimento constituiu na cozinha uma revolução e um progresso consideráveis. Não apenas o próprio cozimento tornava-se mais modulável e sutil, como esse meio podia ser variado e enriquecido indefinidamente, tanto no plano nutritivo quanto no gustativo.


Tinham o hábito de adicionar mel em caldo salgado. Adicionavam gordura, leite, sangue, cerveja, farinha e cereais, para enriquecer, engrossar e "ligar" o caldo.


A cozinha deles também tinha algo precioso e apurado, magnífico, digamos, na própria apresentação dos pratos, voluntariamente rebuscada: em forma de torta, ou antes de falsa torta (uma vez que a camada superior da massa não parecia ser ligada, antes do cozimento, à inferior); o animal cozido, artisticamente disposto "de costas", com pés e mãos atados, em uma peça única; ou esta extraordinária receita final da segunda tabuleta, em estratos superpostos: uma camada de massa cozida, um bolo de farinha enriquecido, uma calda de guarnição e, reinando por cima, a carne cozida, coroada com uma "tampa" de massa. Não apenas essa culinária era pesada e gordurosa (o que "dava ares de riqueza"), uma vez que cada prato comportava uma honesta porção de gordura (de carneiro!), como também seu tempero nos teria dado vontade de vomitar, sobretudo pela extraordinária profusão de aliáceas combinadas - duas, quatro, ou mais - e estes gostos insólitos: cuscuta(?), cipreste(P), arruda(?)...; e estas misturas que nos são pouco habituais: mel em caldo salgado...


No território hoje coberto pelo Iraque e em seus arredores - o que chamamos de Mesopotâmia - descobriu-se, há 150 anos, não apenas grande quantidade de ruínas antigas ou de objetos arqueológicos de toda espécie, mas meio milhão de tabuletas, ou plaquetas de argila, seca ou cozida, recobertas de sinais cabalísticos.


Temos nesses registros a mais antiga menção ao vinho. Mas ao que parece a principal bebida era a cerveja, devido ao grande cultivo de cereais.



Era, portanto, inevitável que os cereais fornecessem o essencial do regime alimentar: o pão, que, imerso na água e fermentado, produzia singelamente o líquido alcoolizado que era a cerveja - mesmo que esta ainda estivesse muito longe da que consumimos hoje. Essa cerveja, à qual os sumérios davam um nome cuja significação original nos escapa, kash, e os acádios, shikâru, literalmente "a embriagante", já figura entre os mais primitivos sinais da mais antiga escrita, por volta de 3200 a.e.c.


O vinho não era somente da uva, mas de tâmara e outras frutas. Na verdade, o vinho da videira só aparece em períodos tardios da civilização mesopotâmia. O mais comum e antigo era o vinho de tâmara.



O mais antigo texto que nos fala explicitamente dele (ele tem o mesmo nome da videira: gesbtin, em sumério, e karânu, em acádio, mas o contexto discrimina) data de aproximadamente 2350 a.e.c. Numa das inscrições comemorativas de seus altos feitos que, segundo o costume, o rei da cidade meridional de Lagash, Uruinimgina, havia mandado gravar em pedra, ele se gaba de ter "mandado construir uma adega à qual, desde a 'montanha', trazia-se vinho em grandes vasos". A esse respeito, pode-se observar dois aspectos. Primeiramente, para designar o local próprio para armazenar e conservar o vinho, a "adega", faltam palavras ao escriba, que, não por acaso, escreve "reserva de cerveja" - o que já é eloqüente para acusar o enraizamento prioritário dessa bebida no país.


Conhecem-se vinhos "fortes", "doces", ou "muito doces" (aparentemente adicionados de mel, o açúcar da época) e até mesmo vinho "amargo", por adição provável de ervas e sumos de ervas (talvez a murta?). Lembrando que a Murta era dedicada a Véspero, Vênus noturna, Ishtar.


Qualquer que fosse sua forma, a cerveja era verdadeiramente, ao lado da água pura, a bebida preferida: dos mais pobres aos que se encontravam mais acima na hierarquia social, dos simples súditos aos governantes e reis, todos se deleitavam com ela, mesmo os deuses, aos quais era oferecida, durante as cerimônias de culto, sob suas apresentações mais refinadas. A civilização mesopotâmica foi, essencialmente, uma civilização da cerveja.



"E levou-me em espírito a um deserto, e vi uma mulher assentada sobre uma besta de cor de escarlata, que estava cheia de nomes de blasfêmia, e tinha sete cabeças e dez chifres.

E a mulher estava vestida de púrpura e de escarlata, e adornada com ouro, e pedras preciosas e pérolas; e tinha na sua mão um cálice de ouro cheio das abominações e da imundícia da sua fornicação;

E na sua testa estava escrito o nome: Mistério, a grande babilônia, a mãe das prostituições e abominações da terra.

E vi que a mulher estava embriagada do sangue dos santos, e do sangue das testemunhas de Jesus. E, vendo-a eu, maravilhei-me com grande admiração."

Apocalipse 17. (3-6)


Vídeos:

Vídeo tendencioso, mas nos dá uma noção das civilizações que se desenvolveram entre os rios Tigres e Eufrates:



Puta: 



Referências:


1- Anuário da Grande Mãe – Mirella Faur.


2- The Enuma Elish – texto babilônico traduzido por L.W. King.


3- Pharsalia – Lucano.


4- Cuide to Greece - Levi.


5- Epopeia de Gilgamesh - tradução de Pedro Tamen.


6- Talmud.


7- Midrash.


8- A Goetia - Chave Menor do Rei Salomão - Aleister Crowley.


9- Goetia Luciferiana - Michael Ford.


10- Grimório do Papa Honório.


11- Três livros de filosofia oculta - Henrique Cornélio Agrippa.


12- Sobre a gastronomia mesopotâmia:

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